sábado, 14 de fevereiro de 2009

Agua.


Sou a agua, pura , incolor, insipida e inodora,
mato a sêde do mundo todo dia toda hora, não es -
tou nem aí com aqueles que me tiram do meu curso
para o mar, me usando sem consciencia, fazendo tu -
do para me sujar, depois de me desviar, não me im-
porto de lavar a louça, a roupa, o chão pois, abaixo
dele é o meu lugar, la eu costumo descansar e quando
não subo, sempre vem alguem arruma um jeito de me
puxar. Na montanha de onde venho sou pura e clara,
no deserto, coisa rara, em dias de chuva caio para as
plantas molhar, humildemente, sei onde me colocar,
as vezes no topo das nuvens ou abaixo do nivel do
mar,onde, so alguns, conseguem respirar, sem se apa-
relhar. Passo por bombas, filtros, canos e torneiras la-
vo as mãos, o rosto, escovo os dentes, ate banho eu
dou , antes de no ralo entrar, me fervem, tingem con-
gelam, separam, misturam com óleo, gasolina e ate
petroleo, com elementos venenosos, nocivos e radiati-
vos, mesmo assim eu, não acho, a minha vida amarga,
mas eu me entristeço e ate faço figa, para que não
não venha, alguem com dor de barriga e, me misture
aquilo...! puxando a descarga.








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